Relatórios

Trade Spotlight | Carne Bovina: Diversificação de Mercados Diante das Restrições da China e da União Europeia

  • 06 novembro 2026

Em 2026, a carne bovina, um dos principais produtos da pauta exportadora brasileira, enfrentou dois grandes choques comerciais. Na China, principal destino da proteína brasileira, a cota de 1,106 milhão de toneladas com tarifa normal foi atingida em 29 de setembro, fazendo com que o volume excedente passasse a pagar uma tarifa adicional de 55% a partir de 1º de outubro. Na União Europeia, a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal suspendeu as vendas desde 3 de setembro. Além disso, a exigência de rastreabilidade individual do rebanho deve levar cerca de dois anos para ser cumprida.

Na direção oposta, outros destinos compensaram parte da perda. As exportações para os Estados Unidos cresceram 82,9%, para o Chile, 55,0%, e para a Rússia, 52,5%, enquanto as vendas à China recuaram 8,5%, embora o país siga como principal destino, com 42,5% do valor exportado. Arábia Saudita, Egito, Israel, Emirados Árabes Unidos, Indonésia e Vietnã aumentaram em cerca de US$ 303 milhões as compras, contra uma queda de US$ 512 milhões nas vendas à China.

Esses e outros dados estão no Trade Spotlight Carne Bovina, lançado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI). O documento analisa o impacto da salvaguarda chinesa e da suspensão europeia, o comportamento dos principais importadores mundiais e as iniciativas de governo e setor para abrir novos mercados.

Compartilhe

Em 2026, a carne bovina, um dos principais produtos da pauta exportadora brasileira, enfrentou dois grandes choques comerciais. Na China, principal destino da proteína brasileira, a cota de 1,106 milhão de toneladas com tarifa normal foi atingida em 29 de setembro, fazendo com que o volume excedente passasse a pagar uma tarifa adicional de 55% a partir de 1º de outubro. Na União Europeia, a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal suspendeu as vendas desde 3 de setembro. Além disso, a exigência de rastreabilidade individual do rebanho deve levar cerca de dois anos para ser cumprida.

Na direção oposta, outros destinos compensaram parte da perda. As exportações para os Estados Unidos cresceram 82,9%, para o Chile, 55,0%, e para a Rússia, 52,5%, enquanto as vendas à China recuaram 8,5%, embora o país siga como principal destino, com 42,5% do valor exportado. Arábia Saudita, Egito, Israel, Emirados Árabes Unidos, Indonésia e Vietnã aumentaram em cerca de US$ 303 milhões as compras, contra uma queda de US$ 512 milhões nas vendas à China.

Esses e outros dados estão no Trade Spotlight Carne Bovina, lançado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI). O documento analisa o impacto da salvaguarda chinesa e da suspensão europeia, o comportamento dos principais importadores mundiais e as iniciativas de governo e setor para abrir novos mercados.