CEBRI participa da 62ª Conferência de Segurança de Munique (MSC)

  • 25 fevereiro 2026

Entre os dias 13 e 15 de fevereiro de 2026, o Hotel Bayerischer Hof, em Munique, sediou a 62ª edição da Munich Security Conference (MSC), consolidando-se mais uma vez como um dos principais espaços globais de diálogo sobre segurança internacional. Em um contexto marcado por conflitos prolongados, pressões geoeconômicas e transformações tecnológicas aceleradas, a conferência reuniu chefes de Estado, ministros, parlamentares, representantes de organismos internacionais, setor privado e think tanks.

A programação foi estruturada em painéis, conversas e sessões temáticas que abordaram o futuro da ordem internacional, os desdobramentos da guerra na Ucrânia, a segurança europeia e transatlântica, a competição estratégica entre grandes potências, além de temas emergentes como inteligência artificial, governança espacial, segurança climática e cadeias críticas de suprimento. O presidente Volodymyr Zelenskyy participou das discussões sobre o apoio internacional à Ucrânia, reforçando a centralidade do conflito na agenda da conferência.

Ao longo dos três dias, também foram debatidas dinâmicas regionais no Oriente Médio, no Sahel, no Indo-Pacífico, no Ártico e nas Américas, evidenciando a interconexão entre desafios locais e tensões sistêmicas. O painel “Western Hemisfever: Security in the Americas” reuniu autoridades e especialistas para discutir os desafios de segurança no continente, com a participação do senador norte-americano Ruben Gallego.

O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) esteve representado por Feliciano Guimarães, Diretor Adjunto Editorial, e Hussein Kalout, Conselheiro Consultivo Internacional. A delegação latino-americana contou ainda com Héctor Cárdenas, presidente do COMEXI; Francisco de Santibañes, presidente do CARI; e Oliver Stuenkel, Senior Fellow do CEBRI e professor da FGV, reforçando a presença da região nos debates estratégicos internacionais.

A edição de 2026 reafirmou a Conferência de Segurança de Munique como um dos principais fóruns de diálogo estratégico em um mundo caracterizado por crescente fragmentação e redefinição de equilíbrios geopolíticos. Conforme destacado no Relatório de Segurança de Munique 2026, a ordem internacional atravessa um período de questionamento de seus fundamentos e de reconfiguração das alianças estratégicas, dinâmica que esteve presente em grande parte dos debates realizados ao longo da conferência. Em um cenário no qual disputas sistêmicas e conflitos regionais se entrelaçam com rivalidades tecnológicas e pressões geoeconômicas, a preservação de espaços de interlocução, formais e informais, permanece essencial para mitigar riscos e evitar rupturas mais profundas na ordem internacional.

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