No dia 28 de janeiro, o CEBRI, em parceria com o Eurasia Group, realizou uma reunião restrita para analisar os principais riscos políticos, econômicos e geopolíticos que devem marcar o cenário internacional em 2026 e suas implicações para o Brasil.
O encontro teve como ponto de partida a apresentação do relatório Top Risks 2026, uma das principais publicações estratégicas do Eurasia Group, que reúne as dinâmicas globais com potencial de impactar o ambiente internacional ao longo do ano.
Em um contexto marcado por elevada volatilidade geopolítica, realinhamentos entre grandes potências e transformações aceleradas nas esferas tecnológica, econômica e energética, o debate abordou temas como a desaceleração da economia chinesa, a competição tecnológica entre Estados Unidos e China, o avanço da inteligência artificial e os riscos associados à desinformação, além das tensões regionais e seus possíveis impactos sobre a política externa e a segurança do Brasil. Também foram discutidas as oportunidades estratégicas que podem emergir para o país diante da reconfiguração da ordem internacional e do avanço da transição energética.
Os participantes destacaram que ativos estratégicos do Brasil, como minerais essenciais, minério de ferro, energia limpa, florestas, petróleo, gás e produtos agrícolas, tendem a se tornar ainda mais valiosos em meio à reconfiguração da ordem internacional. Além dos riscos apontados pelo Top Risks 2026, a consultoria Catavento chamou atenção para desafios adicionais, como a maior frequência de eventos climáticos extremos e o crescimento do crime organizado transnacional na América Latina.
Participaram do encontro Roberto Jaguaribe, Conselheiro do CEBRI, Christopher Garman, Diretor Executivo para as Américas do Eurasia Group, Cliff Kupchan, Presidente do Eurasia Group, e Clarissa Lins, Conselheira Consultiva Internacional do CEBRI.

