No dia 22 de janeiro, o CEBRI, em parceria com a Delegação da União Europeia no Brasil e a ApexBrasil, promoveu um encontro que reuniu representantes dos setores público e privado para debater o futuro das relações comerciais e geoeconômicas entre Brasil, Mercosul e União Europeia, no contexto das negociações para a assinatura do Acordo Mercosul–UE.
O evento contou com a participação de Augusto Castro, Chefe da Unidade de Negociações Comerciais Extra-Regionais do Ministério das Relações Exteriores e negociador do Acordo Mercosul–UE, do Embaixador Roberto Jaguaribe, Conselheiro do CEBRI, e de José Luiz Pimenta Jr., Diretor da BMJ Consultoria, sob moderação de Fernanda Cimini.
Ao longo do diálogo, os participantes destacaram a importância da previsibilidade regulatória, da integração produtiva e da abertura de novas frentes de investimento. A União Europeia foi mencionada como um dos principais investidores no Brasil, e a eventual conclusão do acordo foi apontada como fator capaz de ampliar fluxos de capital, estimular a geração de empregos e aprofundar a integração entre as cadeias produtivas das duas regiões. A consolidação de marcos institucionais e comerciais estáveis apareceu como elemento central para decisões de investimento de longo prazo.
O debate também abordou a posição estratégica do Brasil no cenário geoeconômico atual, marcado pela reconfiguração das cadeias globais de valor e pelo protagonismo crescente de potências médias. Nesse contexto, o Acordo Mercosul–UE foi apresentado como instrumento para fortalecer a inserção internacional do país e aprofundar parcerias estratégicas.
Entre os temas discutidos estiveram a harmonização regulatória, a valorização de produtos com indicação geográfica e maior valor agregado, bem como a convergência entre competitividade e sustentabilidade. Foi enfatizado que o Brasil reúne vantagens estruturais relevantes, como ampla oferta energética e capacidade produtiva diversificada, que podem ampliar sua competitividade no mercado europeu, especialmente em setores vinculados à transição energética.
O encontro reforçou o acordo como um passo estratégico não apenas para a expansão do comércio, mas para o fortalecimento do posicionamento do Brasil no ambiente internacional.