O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) participa, entre 21 e 24 de setembro, de uma série de encontros e debates em Nova York, no contexto da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas e da Climate Week NYC 2026. A programação reúne lideranças, especialistas, representantes de organizações internacionais e atores do setor privado em torno de temas estratégicos para o futuro da cooperação global e do desenvolvimento sustentável.
No primeiro dia, José Pio Borges, Presidente do Conselho Curador do CEBRI e Fernanda Cimini, Senior Fellow do CEBRI e professora da UFMG, participaram do encontro “A Call to Action for Renewed International Cooperation”, da The Rockefeller Foundation. Ao lado de Gordon Brown, ex-primeiro-ministro do Reino Unido, e Rajiv Shah, as discussões abordaram a necessidade de renovar a cooperação internacional diante dos desafios contemporâneos e da crescente complexidade do cenário global.
Na terça-feira (22), nossos especialistas estiveram em dois eventos: o primeiro, com foco na agenda de minerais críticos: “Accelerating the Global Governance of Critical and Strategic Energy Transition Minerals: From Shared Principles to COP31”. As Senior Fellows Fernanda Cimini e Rafaela Guedes representaram o CEBRI na programação.
O segundo, em parceria com a Open Society Foundations: “From Paraty to New York: Reinvigorating Global Cooperation in a Fragmented World”, que ampliou as discussões iniciadas na primeira edição do Paraty Dialogues, realizada em agosto, e reuniu lideranças brasileiras e internacionais para refletir sobre o futuro da ordem internacional.
Participaram do encontro José Pio Borges, presidente do Conselho Curador do CEBRI; Fernanda Cimini, senior fellow do CEBRI e professora da UFMG; Pedro Abramovay, vice-presidente de Programas da Open Society Foundations; Susana Malcorra, presidente e cofundadora da GWL Voices for Change and Inclusion; Thant Myint-U, senior fellow da United Nations Foundation; e Trita Parsi, cofundador e vice-presidente executivo do Quincy Institute for Responsible Statecraft.
"Quando o Embaixador Antonio Patriota idealizou essa ponte entre Paraty e Nova York — neste momento particularmente significativo, marcado pela abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU —, sua visão não era apenas destacar e compartilhar as principais reflexões surgidas dos Diálogos, mas também identificar oportunidades práticas de colaboração e gerar impulso para um engajamento contínuo com um público mais amplo", afirmou Pio.
Entre as reflexões discutidas, os painelistas abordaram os riscos de um ponto de inflexão sistêmico, diante da paralisia persistente de instituições voltadas à paz, à segurança, ao comércio e à cooperação internacional. O debate também abordou a responsabilidade intergeracional, a construção de coalizões orientadas por objetivos comuns e a necessidade de promover a renovação sistêmica sem aguardar reformas institucionais abrangentes.
Na quarta-feira (23), o CEBRI participou do Global Polis Implementation Lab, promovido pela URBEM, com o tema “Cities as Platforms for Climate Implementation: Territorial Intelligence, Finance and Urban Diplomacy in a Fragmenting World”. O encontro abordou o papel das cidades como plataformas de implementação climática, com foco em inteligência territorial, financiamento e diplomacia urbana. José Pio Borges, Presidente do Conselho Curador do CEBRI; Fernanda Cimini; Senior Fellow do CEBRI e professora da UFMG; e Philip Yang, Senior Fellow do CEBRI participaram da agenda.
A delegação segue para o último dia de evento, nesta quinta-feira (24). Em parceria com a Sustainable Development Solutions Network (SDSN), o CEBRI participa do encontro “The Future of Multilateralism: Leadership for a Changing World”, dedicado aos desafios e às perspectivas da liderança multilateral em um contexto de transformações na ordem internacional.
Além disso, o CEBRI também participa do Brazil Climate Futures, com o tema “Brazil 2030: Visions of Prosperity in a Climate-Constrained World”. O evento integra a Climate Week NYC 2026 e propõe uma discussão sobre as perspectivas de prosperidade do Brasil diante das mudanças nas políticas climáticas, nas cadeias produtivas e nos mercados internacionais.