A iniciativa, organizada pelo CEBRI, teve como objetivo analisar a escalada da crise iraniana a partir dos protestos iniciados em dezembro de 2025, examinando suas dimensões internas, regionais e sistêmicas. O documento articula três eixos centrais: (i) a crise de legitimidade do regime e o colapso socioeconômico doméstico, marcado por inflação elevada, repressão estatal e fragilidade institucional; (ii) os impactos regionais da instabilidade iraniana, com o enfraquecimento dos proxies, a reconfiguração do “eixo da resistência” e os riscos à arquitetura de segurança do Oriente Médio; e (iii) o papel das grandes potências — Estados Unidos, China e Rússia — na gestão, instrumentalização e contenção da crise em um contexto de transição hegemônica global. A análise aponta para um cenário de elevada volatilidade, no qual a combinação entre repressão interna, fragmentação regional e competição entre potências amplia os riscos de escalada militar, colapso estatal e efeitos sistêmicos sobre a ordem internacional
O documento consolida os principais debates, diagnósticos e recomendações estratégicas discutidos no âmbito do encontro, destacando a centralidade da desescalada diplomática, da rejeição a estratégias externas de regime change, da priorização de uma lógica de transformação endógena e gradual do sistema político iraniano e da necessidade de coordenação regional e multilateral para a contenção de riscos energéticos, humanitários e de segurança. A crise é tratada como um risco sistêmico internacional, cuja gestão exige respostas integradas, de longo prazo, que articulem diplomacia, estabilidade regional, segurança energética e governança global, evitando tanto a fragmentação estatal quanto a instrumentalização geopolítica do conflito.
A iniciativa, organizada pelo CEBRI, teve como objetivo analisar a escalada da crise iraniana a partir dos protestos iniciados em dezembro de 2025, examinando suas dimensões internas, regionais e sistêmicas. O documento articula três eixos centrais: (i) a crise de legitimidade do regime e o colapso socioeconômico doméstico, marcado por inflação elevada, repressão estatal e fragilidade institucional; (ii) os impactos regionais da instabilidade iraniana, com o enfraquecimento dos proxies, a reconfiguração do “eixo da resistência” e os riscos à arquitetura de segurança do Oriente Médio; e (iii) o papel das grandes potências — Estados Unidos, China e Rússia — na gestão, instrumentalização e contenção da crise em um contexto de transição hegemônica global. A análise aponta para um cenário de elevada volatilidade, no qual a combinação entre repressão interna, fragmentação regional e competição entre potências amplia os riscos de escalada militar, colapso estatal e efeitos sistêmicos sobre a ordem internacional
O documento consolida os principais debates, diagnósticos e recomendações estratégicas discutidos no âmbito do encontro, destacando a centralidade da desescalada diplomática, da rejeição a estratégias externas de regime change, da priorização de uma lógica de transformação endógena e gradual do sistema político iraniano e da necessidade de coordenação regional e multilateral para a contenção de riscos energéticos, humanitários e de segurança. A crise é tratada como um risco sistêmico internacional, cuja gestão exige respostas integradas, de longo prazo, que articulem diplomacia, estabilidade regional, segurança energética e governança global, evitando tanto a fragmentação estatal quanto a instrumentalização geopolítica do conflito.