É com profundo pesar que lamentamos a morte de Raul Jungmann, Conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais.
Pernambucano, Raul Jungmann teve forte presença na vida pública do país após a redemocratização. Nos governos de Fernando Henrique Cardoso foi presidente do Ibama e esteve à frente do Ministério Extraordinário de Política Fundiária (1996-1999), transformado, sob seu comando, em Ministério do Desenvolvimento Agrário (1999-2002).
No governo de Michel Temer foi ministro da Defesa (2016-2018) e da Segurança Pública (2018-2019). Por sua iniciativa, foi aprovado pelo Congresso o SUSP - Sistema Único de Segurança Pública. No Poder Legislativo, Raul Jungmann exerceu três mandatos como deputado federal: 2003-2006; 2007-2010; 2015-2018. Pelo perfil negociador, tinha bom trânsito entre partidos e diferentes espectros políticos. Em dezembro recebeu uma moção de louvor da Câmara do Deputados, em reconhecimento à trajetória política e aos serviços prestados ao país.
Jungmann também fundou e presidiu ONGs e integrou conselhos de administração de organizações relevantes. Foi condecorado em três ocasiões pelo Governo do Brasil.
Desde março de 2022, presidia o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), onde liderou um audacioso processo de transformação do setor, com foco na sustentabilidade e responsabilidade ambiental. Também contribuiu de forma relevante para o debate em torno da necessidade de o país consolidar uma política estratégica para os minerais críticos, diante das reservas nacionais e de sua importância na agenda global.
O CEBRI e o IBRAM são parceiros em um projeto que prevê o mapeamentos da oferta e da demanda por minerais críticos na transição energética.
Manifestamos nossas sinceras condolências à família, aos amigos e aos colegas.